
Quando o sol acena bate em mim,diz valer a pena ser assim,que no fundo é simples ser feliz...
Sunday, October 23, 2011

Wednesday, September 28, 2011

Diário de Bordo 28/09/2011
Ai que dia complicado. Muita informação, muita coisas a refletir. Encarar – amargar – e enfim tirar o aprendizado. Mais ou menos nessa seqüência.
P.S: Coloquei Elephant Gun – Beirut . Incrível como é só começar a tocar que o botão da memória é acionado e a emoção vem a tona. Estou com muitas saudades de vocês. #fato.
Hoje eu amarguei. Vamos lá. Li e reli o comentário técnico do Dom Gentileza Rafael Barreiros; primeiro fiquei triste, não é legal receber a notícia que perdemos um presentão certo? Ninguém comemora isso. Perder a chance de enxergar o presente mexeu comigo. Me transportei lá pro auditório da UNIC – Pantanal e me vi no picadeiro. No começo eu fiquei intrigada porque ainda não estava conseguindo ver de que jeito o problema poderia ser o meu presente. Mas com o passar das horas eu fui refletindo, associando o aprendizado no curso, uma palestra que eu ouvi essa semana sobre orgulho e humildade, e outra sobre defeitos e virtudes.
E acho que consegui. Admito – estive cega pelo orgulho. Pra mim o primeiro picadeiro – free hugs – tinha sido tão maravilhoso, produtivo , SUPER, que reconhecer o obstáculo no qual tinha tropeçado foi difícil. Mas então tá bom, eu finalmente consegui ver o presentão que eu perdi, reconheci sinceramente que era uma oportunidade e tanto para explorar, um campo fértil onde eu poderia ter exercitado várias lições aprendidas no curso, mas e aí, o que fazer depois disso, o que fazer agora? A sensação era parecida, eu acho, com a de quando a gente cai no meio da sala de aula, lotada de aluno, com alguns conhecidos mas um monte que a gente não conhece, sabe? Aquela coisa de não saber o que fazer quando ainda estamos lá no chão, medo de enfrentar os olhares, de levantar. Isso que eu senti quando vi o erro.
Tá, mas não desisti de pensar sobre o assunto. A noite as coisas clarearam um pouco na minha cabeça. Não era ainda um dia de sol radiante, sem nuvens no céu, mas já estava bem mais iluminado.
Vamos lá agora falar sobre o que eu encontrei de resposta na minha cacholinha sobre o ocorrido. Creio que fui pronta demais pro jogo. Inconscientemente, acho eu, me armei de coisas prontas pra poder não chegar sem saber o que fazer, mas eu devia ter ido totalmente disponível, comprado o risco e só. Aí eu acho que foi o grande truque, a armadilha que eu criei e que eu mesma caí. Eu fui “pronta”, e assim não reparei o presente, passei batida por ele. É de fato era isso, eu subi PRONTA demais no picadeiro, e não tive o teacher lá pra me mandar virar, geral mais energia, brilhar mais o olhar e então voltar pro jogo.
Mas agora eu estou melhor psicologicamente, com o diagnóstico feito fica mais fácil escolher a conduta propedêutica e terapêutica – aff... misturei um pouquinho das matérias – enfim, defeito identificado fica mais tranqüilo saber qual a virtude preciso desenvolver. Fiz então uma retrospectiva do picadeiro dos melhores companheiros do mundo, do que eu consegui lembrar das falas do Dr. Gentileza e toda a experiência. Recordar é viver.
Fica a dica pra que da próxima vez eu faça essa retrospectiva, gere mais energia e possa me despir de todos os modelos prontos, pra ver se me entrego pro jogo, e enfim enxergue pelo caleidoscópio clown.
E veja só que interessante meu horóscopo do dia no facebook:
“- Você pode aprender algo interessante hoje durante uma brincadeira infantil. Você pode estar brincando de esconde-esconde quando tropeçar em algo interessante em sua garagem. Terá que deixar de lado algumas brincadeiras pra resolver um antigo problema...” .
Sunday, September 25, 2011
Boa noite. Os domingos. Já que é pra ser nostálgico faremos isso com coisas boas. Ontem foi o dia tão desejado, nossa primeira atuação como CLOWNs. Chegamos à sala 104 B já passavam das 10:30h da manhã. Nossos celulares TIM não tinham serviço e estavamos incomunicáveis com os outros componentes do grupo, nós seriamos: Igor, eu , Fernanda, Emanuelle, e Carol.Várias coisas iam encaminhando para que não acontecesse . Mas não nos precipitamos e então seguimos para a praça, maquiados, atrasados, mas cheios de vontade.
Ao chegarmos lá, amargamos. Onde estavam todos. Era pra praça estar lotada, por conta do evento social que estava sendo realizado lá, mas encontramos o que geralmente se vê no fim de festas - lixo, poucas pessoas e peças sendo desmontadas. Por um momento achamos que não ia rolar. Mas quando o Igor chegou e colocou o nariz dele, escondidinho na cabine telefônica e entrou no estado máximo de energia e comprou o risco, foi inevitável. Geramos a nossa energia e também compramos o risco. Fizemos nosso ritual individual e subimos a máscara. Começamos a escrever os cartazes e fomos pro picadeiro.
No começo eu e algumas das meninas encontramos um menino muito estranho, eu ofereci um abraço e ele rejeitou alegando não querer um abraço que era de todo mundo, que não queria porque não sabia quantas pessoas eu já teria abraçado hoje. Ok. Confesso que pelo desdém dele eu nem cheguei a amargar direito, foi estranho. Dae ele começou a vir com um papo estranho de que ele tinha um desafio, começou a falar umas coisas nada a ver pra gente, que ele queria ver quem de nós ia conseguir abraçar mais pessoas até o final da atividade. Minha vontade era de olhar pra cara dele como quem diz: - Ahhhhhh, meu bem, look at my face (risos). Mas, eu tava ali por um motivo melhor e bemmmmmmmm mais interessante que sair por ai apostando com uma pessoa que nem de abraço gosta. Peguei e sai de perto, fui pra frente com a Manu e mais a Lady brigadeiro, eu acho. E a partir daquele momento eu pude experimentar um mix de sensações e de situações.
Um senhor mais velho veio na minha direção me dizer para abraçá-lo, porque ele também era ser humano, e merecia como todo mundo, foi a segunda pessoa que eu abracei se não me engano, antes eu tinha abraçado uma mulher que estava sentada. E eu olhei pra ele, bemmmm no fundo, e eu disse: - Mas é com muita vontade que eu lhe peço um abraço. E então ele sorriu e me deu um abraço meio sem jeito logo querendo soltar, e eu segurei por mais um tempo, dando um abraço de jeito (risos). Quando nos soltamos ele sorria de um jeito tão bunitinho, que eu pude perceber o quanto precisamos abraçar mais a TODOS.
Outro momento que me marcou muito bem foi quando fui abraçar um pessoal que estava vendendo alguma coisa num carrinho, estavam perto de um orelhão, sentados. Depois de abraçá-los um dos homens veio me perguntar de onde éramos e por que estávamos ali. Eu expliquei que éramos alunos da UNIC, de medicina, e estávamos fazendo o “ ABRAÇO GRÁTIS” como parte prática do curso de PALHAÇOTERAPIA. Ele me surpreendeu dizendo que o que nós fazíamos era AMORTERAPIA, e que palhaçoterapia não combinava conosco, porque nós não estávamos ali tirando sarro ou sendo inconvenientes, nós estávamos distribuindo amor. Que precisávamos fazer isso mais vezes, porque o mundo precisa de amor e não de palhaços – ou ele disse-me algo bem parecido com isso. Nossa, fiquei sem palavras na hora. Feliz demais por saber que estávamos no caminho certo, estávamos conseguindo sensibilizar o nosso publico, mas eu tive um pouco de medo por conta da visão que todos temos do palhaço, e digo temos, porque eu também precisei reconsiderar o conceito – palhaço – que eu sempre tive, e que o Mestre Gentileza nos explicou bem. Então eu comecei agradecendo a ele, por ter feito essa ressalva sobre nosso carinho e nossa importância ali no trabalho, e disse que éramos palhaços simples e diferentes nos nossos objetivos, disse que estávamos justamente mostrando o quanto – palhaços – sabem amar e ser amados. Não sei o quanto eu mudei o conceito dele sobre todos os palhaços, mas acho que ele percebeu que nós – palhaçoterapêutas – viemos pra fazer a diferença.
Enfim... foi uma experiência maravilhosa, não senti ressalvas com relação a minha roupa, meus ajeitados eram bemmmm eventuais, só quando meu vestido já estava lá no chão. Tomei o cuidado de saber manter o espaço do outro, até porque algumas crianças bem pequenas tiveram medo, e eu soube conversar com a mãe pra que não insistissem. Mas teve uma baby de colo, que se agitou toda quando eu abracei os irmãos dela, e ria e pulava, não tive como não me sentir muito feliz ao vê-la sorrir, sem dentes sem medo da maquiagem, nem nada! O pessoal que passava na rua foi muito receptivo, mais do que eu pude imaginar, as mães achavam que eu iria abraças só aos seus filhos, mas eu levantada e ia lhes abraçar, e elas riam. Foi uma delícia. Foi um ótimo inicio com certeza.
A noite eu fui num aniversário, e várias pessoas da faculdade que estavam lá comentaram das fotos que tinham visto no facebook do free hugs. E uma menina veio me dizer que queria muito ter feito o curso, mas não tinha dado pra ela encaixar na agenda dela dessa vez, então ela me disse que não sabia como teria sido pra ela, porque ficou pensando como abraçar “as pessoas fedidas” – palavras dela. E eu refleti. Não me recordei de sentir esse receio, nem mesmo de sentir mau cheiro em ninguém que eu abracei, talvez não estivessem perfumadas ou até estivessem mesmo mal cheirosas, mas não percebi, estive tão envolvida no clima do trabalho que não PERCEBI nisso. E foi muito legal porque eu me lembrei do quanto nós frisávamos isso nos nossos diários, e o quanto o gentileza fez questão de nos dizer no começo do curso que se nós não nos considerássemos os melhores, não ia existir confiança, não íamos nos sentir confortáveis, e que precisávamos acreditar e frisar nossas qualidades. Acho que foi mais ou menos isso que aconteceu, não estávamos ali pra julgar a roupa, o cheiro ou qualquer outra coisa, estávamos querendo ser os melhores “abraçadores” do mundo, quiçá do universo. Bom não sei se minha reflexão foi a mais correta a cerca do nosso trabalho, mas pra mim foi isso. Pra mim foi imprescindível confiar em vocês, estar com vocês. Vocês são mesmo, sem dúvida alguma, os melhores companheiros do mundo. Obrigada!
Thursday, September 22, 2011

Diário de Bordo 23/09/2011
Pois bem, o dia de hoje foi surpreende. Veja só, eu deveria ter acordado pra estudar, pois tive provinhas de DIP e prova de terapêutica, mas não foi bem isso que eu fiz, dormi a manhã toda. Eu confesso que analisando bem, foi o melhor que eu fiz. Acordei bem diferente, sentindo-me bem melhor que nos outros dias, fui dormir um caco e acordei radiante. Talvez tenha sido uma somatória de fatores acrescido às horas de sono, como predisposição a melhorar, que é o que eu acho. Tava cansada de me sentir triste, eu tava sentindo um imenso amor dentro de mim, e sem saber a quem doa-lo eu me sentia triste. Mas acabei percebendo que existem muitas razões pelas quais amar e mostrar esse amor todo. Amor por mim mesma – estou me achando mais bonita, aceitando elogios e concordando com eles, estou acreditando mais no brilho intenso e confiante do meu olhar, estou mais disposta a acreditar que eu sou capaz. Amor ao próximo – bom esse amor é bem interessante também, porque devo amar a todos sim, e sendo assim passar a sorrir mais, ser mais gentil, mais educada, prestativa e carinhosa com o meu próximo. Alegrar-me com pequenas coisas, ser feliz nos detalhes... O que faltar o caminho se encarrega de providenciar. Com esse pensamento eu tomei o primeiro banho do dia... logo próximo do almoço. Sabendo que eu não tinha estudado nado, imprimi o que precisava e fui pra faculdade. Chegando lá estudamos e fomos bem na provinha de DIP. Depois encontrei apoio dos meus amigos pra estudar pra prova de terapêutica e fazer meu trabalho. Por mais que eu não tenha ido TÃO bem assim, tipo 10 na prova, eu consegui acertar bastante e lembrar meus medicamentos. Ou seja...eu vou dar conta do recado, vou conseguir superar os medos, as inseguranças e toda a angústia, e eu sei que vou. Acreditar nisso tá me fazendo tomar atitude e acontecer na minha própria vida.
Agradeço o auxilio dos meu amigos, todos eles e principalmente o Gabriel... percebo que ele vê minha dificuldade e tenta me ajudar, e acho isso muito importante... pois ele me motiva sempre!!! Agradeço a todos os abraços e todos os sorrisos. Todos os momentos que me tornam uma pessoa melhor.
Sem falar no apoio MEGA que eu recebo da minha mãezinha e da minha mentora, as duas sempre tão presentes na minha vida, principalmente nesse momento. Sinto-as sempre ao meu lado, sempre comigo, me auxiliando e me aconselhando. Vocês duas fazem enorme diferença na minha vida!!!
BOA NOITE!
Monday, July 18, 2011

Não sei por onde começar, não sei onde o erro foi mais forte e mais feroz. O suficiente pra romper com tudo o que existia. Talvez não faça diferença esse detalhe, por se assim fosse, eu talvez me lembrasse, e seria mais fácil pedir desculpa.
Mas eu não sei também se houve um erro, se houve um ponto chave, se houve mágoa, se houve decepção. Sei apenas que não há mais você. E não havendo mais você não há mais razão pra acontecer o resto. Pra continuar com os outros. Pois sempre me faltaria alguém, sempre estaríamos incompletos. Pelo menos é o que EU penso.
Não ter você como meu amigo, faz toda diferença. Muita coisa se foi com essa amizade. Eu perdi outros amigos por essa causa, eu perdi momentos de felicidade, perdi outras pessoas que muito me fazem falta. Mas são pessoas que estão intimamente ligadas a você, de tal maneira que não dá pra eu permanecer ali, presente na vida delas. Haveria momentos em que teriam que escolher a quem convidar, a quem ser fiel. E por isso eu resolvi me afastar de todos.
Não posso deixar de pensar que essa situação seja muito mais conveniente a você do que eu mesma imagino. Pode ser que assim seja mais fácil acontecer algo que você também sabia ser inevitável. Talvez nem haja “falta” de sua parte. É pode ser assim. Pode ser que você pense nisso tudo como algo que tivesse que acontecer, simples assim. E já que era pra ser assim, pronto. Já foi. Não te interessando como, ou qual o meu sentimento. – Ah, ela tá triste? Decepcionada? Mas vai passar...sempre passa. – tenho certeza que seu pensamento foi próximo a esse.
E realmente espero que passe, que eu realmente um dia consiga ser menos co-dependente assim dos meus amigos, de pessoas que eu sempre aprendo a amar e a ter uma relação frágil e sincera. Espero que o tempo me deixe mais auto-suficiente, mas não menos sensível ao que realmente importa, o sentimento dos meus amigos. Torço pra que o tempo não me tire a capacidade de acreditar, apesar de ter minha força em mim e não no outro.
Saiba que você foi insensível, incapaz de acreditar que amizade pra mim é mais importante que QUALQUER outro sentimento que eu possa ter por alguém. Foi incapaz de pensar em mim como uma pessoas capaz de respeitar você. Mas acima de tudo, você provou que muitas vezes pensamos em fortalezas como algo concreto e eterno, mas fortalezas podem ser apenas fachadas de pano, escrita com uma tinta vagabunda, AMIZADE.
Friday, February 18, 2011

A beleza do lugar era singular, bem diferente do que acostumo ver dia-a-dia. Árvores grandes de grossos troncos, copas altas esverdeadas, os pássaros cantavam tranqüilos misturados aos movimentos bruscos e estrondosos dos ônibus e carros, dos gritos de toda a vizinhança com suas crianças remelentas seus bêbados e suas mulheres negras cansadas e desnudas nas ruas, o hino da saudade que eu sentia de casa.
Não posso negar que a hostilidade serpenteava o ar e me envolvia de maneira angustiante, nos momentos sociáveis eu divida a vista de um belo mar, de um sol caloroso e de sabores que alimentavam mais que as vísceras. Certa vez o ambiente exalava algo como cachorro recém saído de um banho rápido descansando à sombra, mas mesmo assim era boa alternativa para quem ficava sozinha no mundo rosa.
Rosa. A casa não era mais rosa, mas ainda como a conheciam por ali. Um homem de cabelos negros e longos, grossos fios grafite, me visitava raras vezes ao dia e me dava à noção do mundo fora dos portões do casarão. Tinha também uma barba, e me levava sempre a passear quando o sol encostava-se às pedras da praia. Aos poucos conhecia mais daquele lugar hostil, fora dos padrões da bolha elástica na qual mantive minha vida pacata com meus problemas bobos e tão ridículos, o que era um amor não correspondido escondido e mal dedicado se eu via ali a falta de família, a falta de tempo pra ver os seriados preferidos num canal de televisão se eu via ali a falta de higiene de toda uma comunidade que reza pra não desabar na próxima chuva, a preguiça de estudar enquanto eu via ali a carência de tudo e qualquer coisa que em mim existia sem nenhum esforço.
Toda depravação, anseio de liberdade, vontades que não conhecem limites, todas as possibilidades encontrei num só dia da semana, reuniam-se num circulo de paixões concretadas e cercadas por estreitas portas de três ou quatro andares que conduziam músicas e serviam o mundo amarelo espumoso enlatado ou engarrafado. Observando de um canto, olhos de juiz condenando o mais puro coração, dilacerador de vidas por amor que se faz suicida antes de qualquer outra coisa. Mas esses mesmos olhos acostumaram-se foram aceitando o fato do ser humano ser tão cheio de rachaduras e roncos surdos.
A partir de então as distancias foram ficando mais caminháveis e os becos menos mal cheirosos. Percebia-se o encanto nos detalhes que faziam tão fortes aquelas pessoas excluídas de toda a felicidade no meu inventário.
Descobri então porque falavam tão bem daquele lugar, conheci enfim o que atraia toda a gente do mundo. Uma estátua branca, de braços abertos. Um homem de roupa inteiriça, lisa, cabelos compridos e barba, colocado no alto de um morro verde, quente, pois mais perto do sol estávamos a admirá-lo. Tantas línguas, peles, sorrisos, cores. A vista era a coisa mais bela até o momento. Parecia agora com o esperado, tinha a cara do lugar que eu desejei... O mar azul infinito, a areia branca e fina, os montes e morros que com aquela distancia não se via do quê eram recheados, as pessoas feito formiguinhas e o vento a embaraçar meus finos e ralos pelos da cabeça. A fotografia perfeita de vários disparos que nos transporta pra fora de todos os pensamentos ruins e bons, das lembranças e só o que se vê é o que se tem na mente. Todo o resto parece perdido pela estrada do trem que nos leva até lá.
E ainda mais vazia fica a mente quando pego um teleférico e além daquele alto me levo. O vento lá não é quente de outrora, é fresco e renovador, é vazio de gente e maresia. É leve feito qualquer coisa que não faça parte do submundo que hospeda as belezas que eu jamais desejei deixar. Tive a vontade de montar uma barraca ali, de escrever um livro, de fotografar a cada milésima fração de segundo por 24 horas todo aquele lugar. Quis tocar violão, quem sabe piano, desejei ligar para o inquilino do meu coração e declarar todo o mundo que eu via e dizer que dividir com ele seria só um pouquinho mais de perfeição. Sentei num banco branco, me dei uns minutos de nostalgia dali, de saudade de estar onde estava naquele momento. Sorri. Porque eu percebi, o quanto cada coisa pode ser especial e fugaz apenas alguns metros acima de todo o caos e preconceito.
Assim fui me despedindo daquele paraíso de mim mesma, do espelho da alma e do reflexo de todo o mundo. A descida foi rápida e sem tanta emoção, não tinha mais nada a ser dito nem se tinha mais força pra acreditar em algo melhor. Não é tão complicado entender que a diferença é encantadora quando se percebe o que há de bom em todas as realidades.
Sunday, January 23, 2011
Aqui tudo cheira “mato”...As paredes rosa trazem um ar romântico
Inadequado a tudo o mais que se vê aqui
Nada sutil ou delicado nos arredores.
O cheiro intriga a quem passo no corredor do banheiro
A cor desbota a cada dia que se passa
Descobre-se que de nada adianta o rosa
O cheiro torna tudo torpe sem se embriagar.
O mato não é verde nem refrescante
Não nos lembra a inocente infância rural
É torrado e quente, feito num papel de seda
A iludir mentes juvenis e vãs dentro desse mundo rosa.
Aqui moram todos os tipos de gente
Gente... gente doida, gente indecisa e mente sã
Os gatos tornam tudo mais caseiro e mais familiar
Mas nem isso traz o rosa ao coração.
O calor faz tudo mais difícil,
O vento do morro parece não adiantar,
Trás consigo o cheiro do “mato”...
O cheiro do “mato”... mata.
Ass: Ana Paula R. Alves & Aranyn R. Campos

Oi...
Entam, to aqui pra dizer ao universo
Que eu tentei saber se eu tava errada,
Que eu tentei saber se eu fui injusta,
Se eu cometi um erro, e se eu poderia concertá-lo.
Mas nada surtiu efeito, então...
Vou deixar pra lá essa história e seguir minha vida.
Vou agora tentar dar um novo rumo às coisas.
Néh, porque não dá mais pra ficar me lamentando.
Tá, não será fácil me apaixonar, e brincar de garota romântica
Mas eu vou tentar, vou fazer diferente pra ver se rola.
Qualquer coisa acontecerá o que sempre acontece,
E no mínimo eu terei mais uma experiência.
Ahhhhhhhhh... o lance é ser feliz.
Tá na moda chorar por tudo o que não se tem,
Dar valor à depressão e se sentir inferior...
Mas ...
Nunca me senti na moda, porque seria assim agora?!
Nãooooo, vou fazer diferença!!
Quer viver a vida de maneira flúida e intensa...
Wellcome!...
Ass: Ana Paula R. Alves
Ebaaaaaaaaaa...