
Diário de Bordo 28/09/2011
Ai que dia complicado. Muita informação, muita coisas a refletir. Encarar – amargar – e enfim tirar o aprendizado. Mais ou menos nessa seqüência.
P.S: Coloquei Elephant Gun – Beirut . Incrível como é só começar a tocar que o botão da memória é acionado e a emoção vem a tona. Estou com muitas saudades de vocês. #fato.
Hoje eu amarguei. Vamos lá. Li e reli o comentário técnico do Dom Gentileza Rafael Barreiros; primeiro fiquei triste, não é legal receber a notícia que perdemos um presentão certo? Ninguém comemora isso. Perder a chance de enxergar o presente mexeu comigo. Me transportei lá pro auditório da UNIC – Pantanal e me vi no picadeiro. No começo eu fiquei intrigada porque ainda não estava conseguindo ver de que jeito o problema poderia ser o meu presente. Mas com o passar das horas eu fui refletindo, associando o aprendizado no curso, uma palestra que eu ouvi essa semana sobre orgulho e humildade, e outra sobre defeitos e virtudes.
E acho que consegui. Admito – estive cega pelo orgulho. Pra mim o primeiro picadeiro – free hugs – tinha sido tão maravilhoso, produtivo , SUPER, que reconhecer o obstáculo no qual tinha tropeçado foi difícil. Mas então tá bom, eu finalmente consegui ver o presentão que eu perdi, reconheci sinceramente que era uma oportunidade e tanto para explorar, um campo fértil onde eu poderia ter exercitado várias lições aprendidas no curso, mas e aí, o que fazer depois disso, o que fazer agora? A sensação era parecida, eu acho, com a de quando a gente cai no meio da sala de aula, lotada de aluno, com alguns conhecidos mas um monte que a gente não conhece, sabe? Aquela coisa de não saber o que fazer quando ainda estamos lá no chão, medo de enfrentar os olhares, de levantar. Isso que eu senti quando vi o erro.
Tá, mas não desisti de pensar sobre o assunto. A noite as coisas clarearam um pouco na minha cabeça. Não era ainda um dia de sol radiante, sem nuvens no céu, mas já estava bem mais iluminado.
Vamos lá agora falar sobre o que eu encontrei de resposta na minha cacholinha sobre o ocorrido. Creio que fui pronta demais pro jogo. Inconscientemente, acho eu, me armei de coisas prontas pra poder não chegar sem saber o que fazer, mas eu devia ter ido totalmente disponível, comprado o risco e só. Aí eu acho que foi o grande truque, a armadilha que eu criei e que eu mesma caí. Eu fui “pronta”, e assim não reparei o presente, passei batida por ele. É de fato era isso, eu subi PRONTA demais no picadeiro, e não tive o teacher lá pra me mandar virar, geral mais energia, brilhar mais o olhar e então voltar pro jogo.
Mas agora eu estou melhor psicologicamente, com o diagnóstico feito fica mais fácil escolher a conduta propedêutica e terapêutica – aff... misturei um pouquinho das matérias – enfim, defeito identificado fica mais tranqüilo saber qual a virtude preciso desenvolver. Fiz então uma retrospectiva do picadeiro dos melhores companheiros do mundo, do que eu consegui lembrar das falas do Dr. Gentileza e toda a experiência. Recordar é viver.
Fica a dica pra que da próxima vez eu faça essa retrospectiva, gere mais energia e possa me despir de todos os modelos prontos, pra ver se me entrego pro jogo, e enfim enxergue pelo caleidoscópio clown.
E veja só que interessante meu horóscopo do dia no facebook:
“- Você pode aprender algo interessante hoje durante uma brincadeira infantil. Você pode estar brincando de esconde-esconde quando tropeçar em algo interessante em sua garagem. Terá que deixar de lado algumas brincadeiras pra resolver um antigo problema...” .
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