Sunday, January 23, 2011

Aqui tudo cheira “mato”...

As paredes rosa trazem um ar romântico

Inadequado a tudo o mais que se vê aqui

Nada sutil ou delicado nos arredores.

O cheiro intriga a quem passo no corredor do banheiro

A cor desbota a cada dia que se passa

Descobre-se que de nada adianta o rosa

O cheiro torna tudo torpe sem se embriagar.

O mato não é verde nem refrescante

Não nos lembra a inocente infância rural

É torrado e quente, feito num papel de seda

A iludir mentes juvenis e vãs dentro desse mundo rosa.

Aqui moram todos os tipos de gente

Gente... gente doida, gente indecisa e mente sã

Os gatos tornam tudo mais caseiro e mais familiar

Mas nem isso traz o rosa ao coração.

O calor faz tudo mais difícil,

O vento do morro parece não adiantar,

Trás consigo o cheiro do “mato”...

O cheiro do “mato”... mata.


Ass: Ana Paula R. Alves & Aranyn R. Campos

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