Aqui tudo cheira “mato”...As paredes rosa trazem um ar romântico
Inadequado a tudo o mais que se vê aqui
Nada sutil ou delicado nos arredores.
O cheiro intriga a quem passo no corredor do banheiro
A cor desbota a cada dia que se passa
Descobre-se que de nada adianta o rosa
O cheiro torna tudo torpe sem se embriagar.
O mato não é verde nem refrescante
Não nos lembra a inocente infância rural
É torrado e quente, feito num papel de seda
A iludir mentes juvenis e vãs dentro desse mundo rosa.
Aqui moram todos os tipos de gente
Gente... gente doida, gente indecisa e mente sã
Os gatos tornam tudo mais caseiro e mais familiar
Mas nem isso traz o rosa ao coração.
O calor faz tudo mais difícil,
O vento do morro parece não adiantar,
Trás consigo o cheiro do “mato”...
O cheiro do “mato”... mata.
Ass: Ana Paula R. Alves & Aranyn R. Campos

