*Que lindo dia – pensei logo quando acordei.
Sem saber o dia da semana, o mês, ou mesmo em que ano estava,
A única coisa que eu queria era reverenciar aquela linda manhã.
Da janela conseguia sentir a umidade nas folhas, na terra...
Era capaz de sentir o arrepio do vento frio, fazia o vidro tremer.
As nuvens carregadas me traziam a segurança da chuva, prestes a cair sobre a telha.
O quarto era meu melhor instrumento para manter a sanidade,
Perder-me no caminho do tempo é uma rotina insuperável.
Encostei-me no travesseiro e olhando os animais se esconderem, eu gastei mais uma hora.
Longe de tudo e qualquer ser humano o isolamento fertilizava a criatividade.
Agradeci pela simples chance de poder ver a beleza à minha frente e pus-me de pé!
Tinta, querosene, pincel e cavalete esperavam-me ansiosos para mais um dia de “viver a vida plenamente”! *
Eu gostaria muito de poder fazer dessa a minha realidade, mas com certeza assim não a que vivo hoje. Quem sabe mais tarde, quando a coragem de fazer aquilo que me dá prazer e me traz felicidade for maior que o desejo de ser alguém normalmente normal, eu consiga dedicar-me a pintura e à linda versatilidade da natureza!
=*
Texto By: Ana Paula Alves
Imagem: Chagall - "Paris pela janela" - 1913:
1 comment:
Tantos desejos, tantos devaneios blup,a gente abre os olhos e ve que não é nada disso a realidade. Na verdade temos a falsa ilusão de que precisamos de pouco pra viver. Mas será? Querendo ou não, se vivessemos a vida alternativa e sonhadora que queremos, será que teríamos dinheiro pra comprar o notbook q estamos escrevendo agora??? Será que estaríamos usando as mesmas roupas e estaríamos em apartamentos legais como estamos?
É, algum palhaço teve a capacidade de deixar o dinheiro intrinsicamente ligado à felicidade. Queria mudar isso, não consigo =/
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